Cervejinha, samba e filme de faroeste: Janja conta quais hábitos ela e Lula não abrem mão

Primeira-dama posa para ensaio exclusivo clicado por Bob Wolfenson no Palácio da Alvorada – Foto: Bob Wolfenson/ O Globo

Primeira-dama Janja recebe ELA no Palácio da Alvorada, em Brasília, e concede entrevista exclusiva em que defende maior presença feminina na política, exalta moda nacional e conta detalhes da rotina no Palácio da Alvorada

“Ficar em casa, tomar nossa cervejinha, ouvir música na caixinha de som”. São esses os hábitos que a primeira-dama, Rosângela Silva, a Janja, afirma que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não abriram mão desde que se mudaram para o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. A lista inclui ainda assistir a filmes de faroete toda segunda-feira.

Em entrevista ao GLOBO, Janja diz ainda que mesmo após o marido chegar ao poder ela mantém idas ao shopping, a farmácias e ao mercado. “Olho todas as gôndolas e adoro uma farmácia. Gosto de ir às lojas de cosméticos comprar meus cremes de cabelo”, contou ela.

Em quase duas horas de conversa, a socióloga paranaense também falou sobre os desafios de ampliar a presença feminina na política e o incômodo ao ver reuniões em Brasília dominadas por homens.

Como é viver no Palácio da Alvorada?
É um privilégio e um orgulho estar aqui. A gente lutou e sofreu muito. Óbvio que não tem uma coisa pessoal, íntima. As coisas não são minhas. Roupa minha e roupa dele, que vejo se precisa lavar, não deixo solto. Só não consigo cozinhar, que é uma coisa que eu gosto. Mas o cardápio da semana sou eu que decido.

De qual hábito vocês não abriram mão?
Ficar em casa, tomar nossa cervejinha, ouvir música na caixinha de som. Na minha playlist tem MPB, samba, Maria Rita e Zeca Pagodinho. Toda segunda-feira a gente assiste a um filme de faroeste. Não temos vida fora de casa.

Qual sua relação com espelho e com a autoestima?
Já foi ruim. Hoje, está bem melhor. A autoestima tem altos e baixos. Meu marido é muito bom, porque sempre fala que eu estou muito linda. Sou uma mulher de 57 anos. Obviamente vou ver coisas. Podia melhorar aqui, emagrecer, engordar… Tento fazer ginástica e comprei, no fim do ano passado, uns equipamentos de pilates, porque pratico há 15 anos e, desde a pandemia, estou muito relapsa. Aqui, tenho academia, mas quase não estou fazendo. Estou um pouco revoltada comigo.

O Globo

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