Ministério silencia sobre fuga em presídio de Mossoró; falha estrutural facilitou saída

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Os dois detentos que fugiram da penitenciária federal de Mossoró, nesta quarta-feira (14), seguem foragidos. Agentes penais, Polícia Federal e até forças de Segurança do Rio Grande do Norte foram acionadas para atuar na busca aos fugitivos, que são considerados de alta periculosidade. O Ministério da Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso e as circunstâncias da fuga estão sendo analisadas. Uma “falha estrutural” teria facilitado a saída dos presos.

Informações preliminares e extraoficiais dão conta de que os dois criminosos, identificados como Deibson Cabral Nascimento (vulgo Tatu) e Rogério da Silva Mendonça (Martelo), que são oriundos do Acre, teriam ligação à facção criminosa Comando Vermelho. Os dois estavam na penitenciária de Mossoró desde setembro do ano passado e estavam em isolamento.

A ausência dos apenados foi observada durante o banho de sol. Não se sabe ao certo como eles conseguiram sair do local, mas foi reportada uma “falha estrutural”, que pode ser um buraco na estrutura de uma das celas. A partir daí, eles teriam conseguido acesso a uma outra, mas ainda dentro do presídio. Não está claro como eles conseguiram acesso ao exterior da unidade e como não foram vistos ao sair do local.

Até o momento, não há informações sobre o paradeiro dos criminosos.

Através de nota, a Secretaria de Estado da Segurança da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED/RN), juntamente com a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP/RN), informaram que estão dando total apoio ao Sistema Prisional Federal, inclusive com o uso dos helicópteros Potiguar 02, que já está em Mossoró, e Potiguar 01, que permanece em Natal.

“O Governo do Estado já fez contato com as secretarias de Segurança Pública da Paraíba e do Ceará para a realização de ações integradas de reforço policial nas divisas entre os estados”, disse a nota.

Os criminosos
A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Acre havia solicitado no ano passado a transferência de Rogério e Deibson, que estavam entre participantes de uma rebelião ocorrida em julho do ano passado no presídio Antônio Amaro Alves. Durante o a rebelião, cinco presos foram mortos e esquartejados.

Deibson, conhecido como “Tatu”, estava preso desde agosto de 2015, já tendo passado também pelo presídio federal de Catanduva (PR). Ele tem condenações e responde por assaltos, furtos, roubos homicídio e latrocínio. Rogério, que também tem vasta ficha criminal, também cumpria pena no Acre, quando foi determinada sua transferência para o Rio Grande do Norte. Ambos são apontados como líderes de organização criminosa.

Inaugurada em 2009, o presídio federal de Mossoró é o único do Nordeste e uma das cinco unidades prisionais federais do país. Com 13 mil metros quadrados, o local abriga mais de 200 detentos e não tinha registro de fuga.

Tribuna do Norte

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