Destino de Sérgio Moro e possível cassação poderá ser decidido essa semana

O senador Sérgio Moro (União-PR) está enfrentando um julgamento a partir desta segunda-feira (1º) no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), acusado de abuso de poder econômico, utilização de caixa dois e uso indevido de meios de comunicação social durante a pré-campanha eleitoral de 2022. Ele corre o risco de ter seu mandato cassado pela Corte, que está examinando duas ações relacionadas à sua conduta como candidato.

As ações, que estão sendo analisadas em conjunto, buscam a cassação do mandato de Moro. Os juízes também irão considerar a possibilidade de inelegibilidade por oito anos. Caso o TRE-PR condene Moro, ele ainda poderá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em dezembro do ano passado, a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná emitiu um parecer favorável à cassação do senador. O parecer argumenta que a "lisura e a legitimidade do pleito foram inegavelmente comprometidas pelo emprego excessivo de recursos financeiros no período que antecedeu a campanha eleitoral".

O julgamento foi adiado várias vezes e foi remarcado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolher o jurista José Rodrigo Sade para ocupar a vaga deixada por Thiago Paiva. Está prevista a realização de três sessões, durante as quais os juízes irão detalhar seus votos. São sete juízes e, em caso de empate, cabe ao presidente da Corte decidir. A expectativa é que haja um veredicto até 8 de abril.

O R7 tentou entrar em contato com a assessoria de Sérgio Moro para obter um posicionamento, mas foi informado de que o senador não irá se manifestar. A defesa do senador nega as alegações, argumentando que não houve gastos excessivos. Além disso, sustenta que as despesas feitas entre novembro de 2021 e o início de junho de 2022 não deveriam ser consideradas, pois o pré-candidato tinha aspirações políticas diferentes na época.

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